Smartphone com um escudo de proteção, a ilustrar a desmistificação de vírus no telemóvel

O meu telemóvel tem vírus? Quase de certeza que não

Apareceu um aviso a dizer que o teu telemóvel está infetado? Respira. Na esmagadora maioria das vezes, o próprio aviso é a fraude. O teu telemóvel não tem nada. Vale a pena perceber porquê: poupa-te dinheiro e sustos.

In this article
  1. A verdade sobre “vírus” no telemóvel
  2. Falso alarme ou problema a sério?
  3. O que fazer
  4. Cuidado com a “cura” pior que a doença

A regra de ouro: nenhuma página da internet consegue dizer-te se o teu telemóvel tem vírus. Qualquer site ou anúncio que apareça a afirmá-lo está a tentar enganar-te.

A verdade sobre “vírus” no telemóvel

  • iPhone: o iOS isola cada app numa espécie de caixa fechada (sandbox). Por causa disso, vírus no sentido clássico quase não existem. O que as pessoas tomam por “vírus” é quase sempre spam no calendário, pop-ups no browser ou redireccionamentos para páginas falsas. Chato, mas não é uma infeção.
  • Android: aqui existe mesmo malware, mas quase sempre entra por apps instaladas fora da Play Store (ficheiros APK, lojas alternativas). Se só instalas da Play Store, o risco cai a pique.

Falso alarme ou problema a sério?

Quase de certeza que é só um susto, se:

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  • O aviso aparece dentro do browser (“o teu telemóvel está infetado!”, “ganhaste um prémio”, “bateria danificada”).
  • Te empurra para instalar uma app de “limpeza” ou ligar para um número.
  • Aparece só quando visitas certos sites.

Isto são anúncios desenhados para te assustar. Não toques, não instales, não ligues. Fecha o separador.

Pode ser a sério, se notares vários destes ao mesmo tempo:

  • Apps que não foste tu que instalaste.
  • Bateria ou dados a esgotarem-se muito mais depressa, sem razão.
  • O telemóvel quente mesmo parado.
  • Pop-ups fora do browser, no ecrã todo.

O que fazer

Nos dois sistemas:

  • Fecha o browser e limpa os dados do site que abriu o pop-up. Não interajas com o aviso.
  • Atualiza o sistema operativo; as atualizações tapam falhas de segurança.
  • Se desconfias que escreveste a tua palavra-passe nalgum sítio falso, muda-a e ativa a verificação em dois passos.

No iPhone:

  • Apaga os eventos de spam do calendário e a subscrição que os traz (Calendário, toca no evento, apaga a subscrição).
  • Vê se há perfis de configuração que não reconheces, em Definições, Geral, VPN e Gestão de Dispositivos. Remove o que não puseste.

No Android:

  • Arranca em modo de segurança (mantém premido o botão de ligar e segue a opção de modo de segurança) e desinstala as apps suspeitas.
  • Revoga permissões de administrador a apps que não reconheces antes de as apagar.
  • Passa a instalar só pela Play Store.

Último recurso, nos dois: faz uma cópia de segurança e repõe os dados de fábrica. Resolve quase qualquer caso teimoso.

Cuidado com a “cura” pior que a doença

Não existe nenhum scan mágico numa página da internet que te diga, ali mesmo, se o teu telemóvel está infetado. O teu browser não consegue ver o que se passa dentro do sistema. Qualquer site ou anúncio que prometa isso está a tentar enganar-te. Desconfia de qualquer coisa que te assuste para te vender a cura.

Uma nota honesta: a iOutlet não vende antivírus nem “limpezas”. Não precisas disso. Os passos acima resolvem a grande maioria dos casos, de graça.

Há um caso em que o risco é real e não dá para resolver com truques: quando o telemóvel é tão antigo que já não recebe atualizações de segurança. Aí ficas exposto a falhas que ninguém vai corrigir. Se desconfias que é o teu caso, podes confirmar até quando o teu modelo recebe atualizações e, se chegou ao fim da linha, trocar por um recondicionado recente com 24 meses de garantia.

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